Semana de Recepção 2018 chega ao final

Chegamos ao final de mais uma semana de recepção e, ainda que cansados, estamos felizes: por mais um ano conseguimos mostrar que é possível fazer uma semana com integração e sem qualquer tipo de hierarquia ou opressão. Foi com esse intuito que elaboramos cada uma de nossas atividades, e é pra isso que nos dispusemos a trabalhar quando entramos no Diretório.

Trouxemos um companheiro de Movimento Estudantil da Unicamp para falar do trote, mostrando como a situação ainda merece atenção, mesmo depois de tantos avanços – inegáveis – nos últimos anos. O trote violento é, como ele demonstrou, uma das faces dessa expressão de relações sociais mais profundas que é o trote.

Com nossos companheiros do DAFC, do Amigos do Sorriso, e do Sensibilizarte, realizamos uma dinâmica que colocava em pauta o vestibular e a própria ideia de “meritocracia”. São temas que precisamos colocar em cheque se quisermos construir uma universidade realmente pública e popular. Queremos que os ingressantes não se esqueçam de quem querem ser hoje, e percebam as diversas barreiras que a própria sociedade acaba impondo a realização desses objetivos.

Em nossa festa de recepção, buscamos mostrar que não há necessidade de imposições hierárquicas para que calouros e veteranos se integrem, conversem ou dancem juntos. Nesse sentido que demos aos calouros o poder de decidir o tema da festa, e foi um sucesso!

Em nosso último espaço, desenvolvemos uma dinâmica onde demos aos calouros a possibilidade de começar uma sociedade do zero, em uma ilha deserta. Assim, buscamos mostrar como muitas das coisas que regem nossas vidas diariamente nada mais são que construções, criadas por nós mesmos em coletivo. Nos libertando desses pressupostos, fica nítido a fragilidade de noções tão presentes como o machismo, o sistema prisional e a desigualdade de riqueza.

Não foi perfeito, nunca é. Mas estamos orgulhosos de nosso trabalho até aqui. Lutamos a boa luta, por uma faculdade mais unida e menos hierarquizada.

Agora, temos o dever de voltar a luta. Os tempos difíceis que atravessam nossa faculdade e o próprio país exigem que nos organizemos politicamente. O DACA está aqui para ser construído por vocês, ele é o que vocês fizerem dele daqui pra frente.

Estaremos juntos em mais um ano de luta!

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