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Emenda conquistada por estudantes e trabalhadores é engavetada por base de Alckmin

Nesta quarta-feira, 27/12, a ALESP votou o Orçamento do ano de 2018. Junto ao orçamento, foi votada a emenda ao orçamento, conquistada após as Mobilizações Conjuntas dos Trabalhadores e Estudantes em outubro, e formalmente proposta pelo Dep. Carlos Gianazzi (PSOL) que previa orçamento extra de R$100 milhões para a Faculdade de Medicina de Marília, incluindo o Hospital das Clínicas da FAMEMA. Muito embora o orçamento tenha sido aprovado com facilidade pela base aliada do Governo Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato a presidência da república, a emenda proposta por Gianazzi foi rejeitada.

Os números não mentem, a FAMEMA e seu hospital são os mais precarizados do Estado, como podemos ver na tabela:

Hospital

Orçamento

HC-FAMEMA

R$ 24.883.866,00

HC-FMB (Botucatu)

R$ 195.319.286,00

HC-USP Ribeirão

R$ 535.310.911,00

HC-FMUSP

R$ 1.855.221.788,00

Autarquia

Orçamento

FAMEMA

R$ 47.475.166,00

FAMERP

R$ 80.014.016,00

UNESP

R$ 2.628.133.672,00

Mesmo desconsiderando o que é gasto com a academia, a instituição receberá ao todo R$ 72.359.032,00, o que significa menos da metade do que recebe o Hospital das Clínicas de Botucatu, que ainda conta com o suporte de Bauru, o centro da DRS. Com a Emenda proposta, seguiríamos como o hospital com MENOS recursos do estado, mas poderíamos ao menos respirar.

Não foi o que achou conveniente a base do governo, que optou por jogar nosso hospital e nossa faculdade, que salvam tantas vidas com tão pouco recurso, na lata do lixo do estado de São Paulo. Entre os deputados da região, Ricardo de Madalena (PR) e Celso Nascimento (PSC) votaram contra a FAMEMA e com o governo; Abelardo Camarinha (PSB) seguiu orientação do partido para obstrução; já o líder do PSDB na ALESP, Pedro Tobias, se ausentou – o que na prática auxilia o governo.

Segundo o Orçamento para 2018 da FAMAR (Fundação que gerencia toda a verba do Complexo), aprovado em dezembro, a verba é suficiente para manter as atividades até Junho. Até quando a população de toda a região, com mais de 1 milhão de habitantes sofrerá com o descaso do Governador Geraldo Alckmin? Até quando os trabalhadores da FAMEMA terão que tolerar a humilhação que o governo impõe?

São das grandes crises que saem as mudanças. Chegamos ao limite do que podemos tolerar na saúde brasileira, e especialmente no estado de São Paulo, o mais rico da federação. O DACA sempre esteve do lado daquilo que é certo, sempre lutou ao lado dos estudantes, contra a precarização de sua formação; dos trabalhadores em busca de melhores condições; e dos usuários do SUS, por uma assistência a saúde de excelência; e hoje sabemos que temos a confiança de toda a comunidade para seguir na luta. Como toda caminhada vitoriosa, sempre haverá retrocessos e momentos de estagnação, é próprio da dinâmica social.

Nosso movimento cresceu muito e tomou forças durante as Mobilizações de Outubro, e em 2018 teremos muito mais estrutura para conseguir mudar a situação da FAMEMA. Isso fica claro quando observamos a ascensão da Associação dos Funcionários da FUMES (AFFMESM), que por sua combatividade e coerência tem conseguido liderar os trabalhadores do complexo, o maior empregador da cidade de Marilia, ruma a uma batalha por direitos e contra esse governo corrupto.

Nossa luta é justa! É pela saúde pública, pela educação pública de qualidade e transformadora da realidade, e por isso triunfaremos.

Toda força ao movimento dos estudantes e trabalhadores da FAMEMA!

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