Fratura Exposta

Após anos, a gestão “Primavera nos dentes” 2015/2016 do Diretório Acadêmico Christiano Altenfelder (DACA) retoma a publicação do jornal Fratura Exposta, no intuito de se estabelecer um novo meio de comunicação com o restante da comunidade Famema, possibilitando, assim, que as discussões fomentadas em Reunião Ordinária – e outros temas de igual importância – possam ser de conhecimento geral.

O jornal seguirá a linha política do Diretório, sempre suscitando o debate, denunciando arbitrariedades, combatendo opressões dentro e fora dos muros da faculdade. Nossa missão é a de promover a reflexão e nosso horizonte é a formação de uma consciência crítica. Que este recomeço seja o fortalecimento de um movimento estudantil combativo.

13226719_1290345017646308_8833783229798347130_n1

A primeira edição do Fratura Exposta do ano de 2016, após um longo período sem novas publicações, surge como fruto de um trabalho intenso da gestão do Diretório Acadêmico, em 2015, que se debruçou sobre as questões relativas à iminente autarquização do Hospital das Clínicas, e à criação de um Organização Social de Saúde para gerir o complexo Famema, levantando as mais diversas críticas a esse modelo de gestão, além de apontar para uma prevista precarização da saúde, com prejuízo não só aos discentes, como  também aos trabalhadores do complexo e, principalmente, aos usuários do SUS. Com sua matéria de capa, a intenção deste jornal é a de resgatar o debate, levando informação aos estudantes que vivenciaram este momento de mudanças, assim como aos novos ingressantes, que ainda não se depaparam com tais assuntos. Acreditamos que a única maneira de barrar ataques à saúde pública, gratuita e de qualidade, é ao lutarmos juntos, munidos de argumentos e de dados, instrumentalizados contra a investida privatizante.

O Fratura Exposta não se isenta de parcialidade. Desde a matéria principal às seções individuais, colocamos nossa linha política contra-hegemônica de resistência a uma sociedade marcadamente desigual, meritocrática, regida por uma lógica de acumulação e de lucro, com exemplos dos mais variados de opressão. Reiteramos: somos contrários a esse modelo de sociedade e negamos o discurso da neutralidade.

Esperamos, por fim, que este recomeço seja um impulso à mobilização estudantil. Esperamos que, por meio da leitura e da reflexão, os estudantes da Famema se sintam encorajados a construir coletivamente o movimento estudantil, pela defesa de uma saúde completamente estatal e de qual idade e por uma sociedade emancipada e viabilizadora das potencialidades humanas.

Confira a primeira edição!

Apoio