Ciência

A ciência percorreu já um longo caminho: teve seu berço na Grécia com Tales de Mileto, Hipócrates, Aristóteles, Arquimedes entre outros; foi considerada sistemática, reproduzível, reflexívo e falível porém esbarrava constantemente na metodologia não padronizada fortemente influenciada pela religião. Somente no final da Idade Moderna o conceito de metodologia empírica tornou-se mais sólido com Galileu Galilei e oficializou-se com Francis Bacon e René Descartes no século XVII como o método utilizado atualmente. Hoje, é a Universidade a principal instituição responsável pela manutenção e disseminação de ciência devido a função da mesma se articular sobre o tripé universitário: ensino, pesquisa e extensão. No entanto, atentamos para o fato de que a educação, somente, não modifica o mundo, portanto, durante a faculdade, não deve ser formado somente um profissional, mas sim um indivíduo e é por isso que acreditamos na construção de uma consciência crítica social, capaz de mobilizações e atuação na sociedade.

E aonde é que se insere o estudante? Além de utilizar a ciência para sua formação (tanto profissional como social), o estudante pode produzi-la. No entanto, ligam-se a esse aspecto motivos distorcidos e superficiais, como bolsa de iniciação científica e pontuação em diversas avaliações de especializações e ainda, é inegável a existência de diversos motivos ligados ao plano financeiro e da “indústria da ciência”. O DACA, porém, acredita em causas primeiras, escondidos na medula dessa questão, em sua essência. Não entendemos a produção científica como sinônima de excelência na medicina, mas fazer ciência auxilia no processo de avaliá-la. E crítica à ciência, certamente, é uma ferramenta essencial à atualização do conhecimento e a uma educação permanente, o que lhe oferece formação enquanto profissional de saúde, e saídas éticas a conflitos de interesse. Em outras palavras, ciência é fundamental; inquestionavelmente, sem a ela, o graduado torna-se amarrado a uma formação meramente profissional, tornando-se um seguidor de protocolos, um técnico.

Desejamos, em última análise, a emancipação humana, entendida aqui como forma de fazer do homem, senhor de si, crítico, liberto de coerções ideológicas, em pensamentos de Karel Kosik: próximo da realidade concreta.

Apoio