O que é PBL?

O PBL é uma metodologia ativa de ensino. Nele, um “problema” é apresentado aos alunos e a partir dele fazemos um levantamento de nossos conhecimentos. Por exemplo: “Maria, 19 anos sofreu um acidente, quebrou o braço e foi socorrida pelo SAMU “. Com base nesse “problema” cada um expõe seu conhecimento, como: “ah eu sei que o SAMU tem médico” ou “ah mas eu aprendi no cursinho que os ossos cicatrizam igual a pele.” E desse modo se inicia uma discussão. Esgotados os conhecimentos prévios sobre o caso, levantamos questionamentos como, anatomia do braço, definição de fratura, condutas do SAMU, quando chamá-lo, etc. A partir desses pontos levantados vamos para casa estudar para responder as dúvidas que surgiram. Tudo isso acontece em 3h, é uma atividade que chamamos de tutoria. Após termos estudado vamos a uma segunda tutoria, na qual confrontaremos os conteúdos aprendidos. A partir daí é construído um conhecimento em conjunto e não individualmente, como costuma acontecer nos métodos tradicionais.

A estrutura da tutoria: são grupos compostos por 8 alunos sorteados aleatoriamente, e 1 tutor, responsável por guiar os alunos e se certificar que o grupo aprenda todos os conteúdos previstos para um determinado problema, para que assim não haja heterogeneidade de aprendizado entre os alunos.

Mas na Famema o PBL não é o único método utilizado. Também temos a problematização. Ela também é um método de apredizagem ativa diferente do PBL. Tanto a problematização quanto o PBL ocorrem paralelamente na Famema.

A PROBLEMATIZAÇÃO: nesse caso, o ponto de partida é a observação crítica da realidade. Ela ocorre na Unidade de Prática Profissional (UPP), onde os alunos entram em contato com a realidade durante os dois primeiros anos de curso. A partir de experiências vivenciadas pelos alunos são levantados questionamentos sobre algum fato intrigante. Da mesma maneira em que ocorre na tutoria, os estudantes tiram suas dúvidas buscando fontes confiáveis como livros e artigos, para que assim possam confrontar os conhecimentos adquiridos. A partir desse aprendizado elabora-se um plano de ação sobre a realidade vivenciada que desencadeou todo o processo acima descrito. Na problematização, saímos da prática para a teoria, e depois de aprendermos, vamos da teoria a prática. Estrutura dos grupos de UPP: são 12 alunos, 8 da medicina e 4 da enfermagem, 2 facilitadores, os quais tem a função de facilitar a relação de seus alunos com a prática profissional.

AVALIAÇÃO: ao final de cada atividade (tutoria, UPP, etc) o docente e os alunos realizam uma avaliação para que cada um possa refletir sobre sua atuação e, se necessário, aperfeiçoá-la. Em certos momentos, cada estudante deve preencher um questionário no qual ele expõe sua opinião sobre professores e atividades realizadas. Além disso, 4 vezes ao ano são feitos os Exercícios de Avaliação Cognitiva (EAC). Eles são provas discursivas com número variável de questões. O conteúdo cobrado são os conhecimentos adquiridos nas tutorias. Na Famema não existe nota, portanto também não há média de aprovação. Para um aluno ser aprovado ele precisar ter conceito S (satisfatório) em todas as perguntas da prova. Ou seja, ele deve gabaritá-la. Caso isso não ocorra e o estudante obtenha conceito I (insatisfatório) em determinadas questões ele deve realizar a Recuperação do Exercício de Avaliação Cognitiva (REAC). Entretanto não será necessária refazer toda a prova, mas apenas as questões com conceito I. Se no REAC o aluno não obtiver conceito S em todas as perguntas ele fará o REAC final. Sendo essa a última chance de recuperação. Também temos avaliações práticas. Ela ocorre na presença do professor que nos acompanhou durante o ano na UPP e de um ator que farão papel de paciente. Nessa avaliação o aluno deverá reproduzir os conhecimentos práticos adquiridos. Ao fim dessa atividade o professor avalia o aluno, dando conceito S ou I.

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