O trote machista e o assédio na Faculdade

O trote é um ambiente propício para inúmeros tipos de violência no ambiente universitário, sendo o machismo uma das ferramentas utilizadas pelo trotistas para introduzir os calouros e calouras a uma cadeia de poder hierárquica, impor valores conservadores e oprimir, sobretudo, as mulheres recém-aprovadas no vestibular. O machismo é uma forma de opressão e exploração, que coloca o gênero feminino como submisso em benefício dos homens. Para afirmar essa desigualdade, criam-se ideologias que assumem que a mulher é inferior ao homem (mais desequilibrada, frágil, dependente, um objeto sexual de intelectualidade rasa) e por isso deve servir e estar a disposição dele. Tais estereótipos de gênero são reforçados tanto de maneira escancarada, por meio do abuso sexual e moral, mas também de maneira velada por uma roupagem de brincadeira e naturalização da violência nos ambientes trotistas.

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Trote: o mito do rito de passagem em desconstrução

A aprovação no vestibular é, muitas vezes, o ponto final de um doloroso processo de esforço e dedicação que é a preparação para as provas que dão acesso ao ensino superior. Para muitas pessoas, a aprovação não significa apenas o início da faculdade e o pontapé inicial de uma carreira profissional, mas também o início da vida adulta. Esse processo de transição, entretanto, não está imune às dinâmicas de poder que disputam seu significado e propósito.

Ao longo da História das Universidades, a correlação de forças no âmago deste processo pendeu ao estabelecimento do Trote enquanto forma hegemônica de introdução do calouro ao contexto universitário. Ou seja, o trote apresenta-se hoje – falaciosamente – como a única forma dos novos estudantes interagirem com seus colegas veteranos. Entre os gestos que compõem o trote estão a desqualificação e a extirpação da identidade dos calouros e calouras, por meio de apelidos (que com frequência miram a sexualidade, etnia ou algum traço de aparência física); bem como sua violência física, moral, psicológica e sexual, incluindo a mobilização do calouro para atividades compulsórias, exposição ao ridículo, humilhação e constrangimento público e, evidentemente, ostracização daqueles que se negam a fazer parte dessa “recepção”.

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Lista de aprovados no Cursinho Popular

Hoje foi realizado o Processo Seletivo 2016 para o Cursinho Popular da FAMEMA. Segue lista com os aprovados:

Aimée Pecoraro Silva de Carvalho Gomes
Anderson Santos da Conceição
Beatriz Bonfin Mortari
Beatrys Juliani Ramalho
Bruna Raquel Silva Anjos
Carolina Almeida Ghilardi
Danilo Reis Cardozo
Douglas Soares Evangelista
Fabiana de Oliveira Santos
Fabio Rodrigo Bueno
Felipe dos Santos Lopes
Gabriela Cristina de Souza
Giovana Alvares de Freitas
Guilherme Vinício de Souza Silva
Heloísa Cristina Pereira Costa
Jefferson da silva Oliveira
Jonas Marques André Filho
Joyce Schimith Balmant
Kawine Varga de Almeida
Laura de Seias Pinto Magalhães
Laura Martins Paes
Letícia Namie Nagaishi Silva
Lucas Romagnolo
Maria Eduarda dos Santos
Maria Luiza Pereira Proença
Matheus Dutra Di Nizo
Milena França do Nascimento
Nayara Casagrande Messias
Paola Françoy Esquinelato
Pedro caires de Souza
Regina Helena da Silva
Roger da Silva Costa
Stefani Suzuki Archangelo
Vinicius da Silva
Vitor Pompeu de Toledo
Yuri Campagnoli Pereira

Os aprovados deverão efetuar a matrícula pessoalmente no período de 22/02/2016 a 29/02/2016, e devem levar consigo o documento original com foto e 2 (duas) fotos 3×4.
A matrícula será efetuada na sede do Diretório Acadêmico da FAMEMA – DACA, situado em rua Aziz Atalah, 9, 17519-101, Marília – São Paulo, de segunda-feira a sexta-feira, das 12h às 17h.

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Foram utilizados os seguintes critérios de exclusão na classificação do Processo Seletivo, conforme EDITAL:

-Falta de documentação que comprove renda ou estudo em escola particular com bolsa integral ou o máximo de bolsa oferecido pela instituição.
-Renda que ultrapasse os critérios estabelecidos pelo edital.

Gabarito da prova

1-B
2-A
3-C
4-E
5-A
6-C
7-B
8-C
9-A
10-D
11-E
12-A
13-A
14-C
15-E
16-A
17-B
18-D
19-B
20-D
21-D
22-D
23-E
24-C
25-A
26-E
27-E
28-D
29-C
30-E
31-D
32-C
33-C
34-B
35-A

 

Lista de espera

 

1- Mateus Rodrigues Oliveira
2- Emily Cristine Vaz dos Santos
3- Evellin de Oliveira Biancho
4- Lara Oliveira Prestes Lourenço
5- Leandro Porpeta Lavagnini
6- Luana Camargo Moreira
7- Manoela Silveira Domingues
8- natália Santos Cardozo
9- Hugo Hakamada Miyahara
10- Aline Nalon Zaghi
11- Eduarda Ferreira Arf da Silva
12- Fernanda Rodrigues Queiroz
13- Caroline Aparecida Moreira de Oliveira
14- Marília Aparecida Andriussi Pilla
15- Yasmim Eliza Mazali Lucca
16- Nicole Pecoraro Silva de Carvalho Gomes
17- Graziele Tiago de Souza
18- Daniele Maia Norberto
19- Raquel Nitz de Souza
20- Victória Teles de Lima

Cotas para quem?

No ano de 2014, a FAMEMA adotou o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (PIMESP), que prevê a reserva de 15% das vagas para alunos que cursaram integralmente o Ensino Fundamental e Médio em Escolas Públicas (EP), e, dentro destes 15%, a reserva de 35% para alunos que se autodeclaram como Pretos, Pardos ou Indígenas (EP PPI). Esta porcentagem representa doze vagas PIMESP no curso de medicina e 6 no de enfermagem. Caso não haja alunos para preencher tais vagas, as mesmas são transferidas para a ampla concorrência.

O PIMESP, quando apresentado por Geraldo Alckimin, previa a reserva de 35% das vagas para alunos oriundos de escolas públicas em 2014, sofrendo aumento gradual até representar 50% das vagas em 2016. A FAMEMA, desde sua implantação, reserva apenas 15% das vagas.

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É possível encontrar no edital de inscrição para o vestibular a informação de que o aluno concorrente ao PIMESP só será considerado apto à vaga caso obtenha uma pontuação mínima equivalente a 90% da nota do primeiro colocado, no caso da medicina, e 70%, no caso da enfermagem. Entretanto, não é especificado em momento algum que caso não haja alunos “aptos” o suficiente em um curso, as vagas PIMESP podem ser transferidas para o outro.

Na última quinta-feira, 11/02/2016, fora revelada a primeira lista de aprovados no vestibular 2016 da FAMEMA. Para a surpresa de todos, dos oitenta alunos de medicina, apenas dois são cotistas do PIMESP, enquanto no curso de enfermagem, dos quarenta alunos, onze são cotistas do PIMESP.

O objetivo fundamental das cotas, sejam sociais ou raciais, é promover a inclusão, de alunos necessitados de alguma maneira, em todos os cursos superiores. Não é o que se constatou no último vestibular da FAMEMA, pelo contrário, ao invés de serem inclusos, os alunos cotistas foram segregados, uma vez que a maioria gritante das vagas referentes a cotas foram transferidas para o curso de enfermagem.

A necessidade de nota mínima para que os alunos cotistas sejam considerados aptos é contraditória à política de inclusão, pois requer que o aluno cotista, com toda a desigualdade enfrentada, obtenha um resultado semelhante ao primeiro colocado geral, em uma prova mecanicista, que avalia de modo duvidável as capacidades intelectuais do aluno. Além disso, a faculdade nem mesmo se nega a esconder o protecionismo elitista existente no curso de medicina quando exige dos cotistas da medicina a porcentagem de 90% da nota do primeiro colocado e para o curso de enfermagem 70%.

O diretório acadêmico Cristiano Altenfelder repudia o modo como as cotas são aplicadas na FAMEMA.